Criciúma inicia obra de centro especializado para autistas
Prefeitura catarinense começa a construir centro de R$ 18,4 milhões para atender alunos com autismo da rede municipal.

O que vai ser construído
A Prefeitura de Criciúma, em Santa Catarina, deu início nesta sexta-feira (16) às obras de um centro educacional voltado a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). O espaço foi batizado de "Cidade do Autista" e será erguido no terreno do antigo Alvorada Clube, no bairro Pinheirinho. O investimento é de R$ 18,4 milhões, usados para reforma, ampliação e adequação do local.
Segundo o anúncio da prefeitura, o centro terá mais de 3 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos, em um terreno de mais de 7 mil metros quadrados. A estrutura vai contar com salas de recursos multifuncionais, brinquedoteca pedagógica, espaços de arte e música, sala de psicomotricidade, tecnologia assistiva, estimulação sensorial, quadra esportiva, piscina coberta e aquecida e um jardim sensorial. A data prevista para a conclusão da obra não foi informada.
Como vai funcionar o atendimento
O centro vai funcionar de forma complementar à escola regular, principalmente no contraturno — ou seja, no período em que o aluno não está na sala de aula comum. A ideia é que ele não substitua a escola, mas ofereça atividades individuais e em grupo que ajudem no desenvolvimento das crianças. O atendimento ficará a cargo de uma equipe multidisciplinar de até 60 profissionais da área educacional.
De acordo com a prefeitura, mais de 800 estudantes com diagnóstico de TEA estão matriculados hoje na rede municipal de ensino de Criciúma. O prefeito Vagner Espíndola afirmou que "a Cidade do Autista é um investimento para o desenvolvimento das nossas crianças". Já a secretária municipal de Educação, Geovana Benedet Zanette, disse que o centro vai ampliar o atendimento educacional especializado — o apoio pedagógico extra que, por lei, deve ser oferecido a alunos com deficiência e com TEA — e fortalecer o planejamento pedagógico inclusivo da rede.
O que isso significa para as famílias
A notícia é de Santa Catarina, mas serve de referência para qualquer família: mostra um modelo de atendimento educacional especializado que vai além da sala de recursos tradicional, reunindo em um único espaço estímulos sensoriais, apoio pedagógico e atividades físicas, no contraturno escolar. Pais, mães e avós podem usar esse exemplo como parâmetro ao perguntar na escola do filho quais recursos de apoio especializado estão disponíveis.
Vale lembrar que o direito ao Atendimento Educacional Especializado já existe em todo o Brasil, por lei, independentemente de a cidade ter um centro como esse. Se a escola não oferece esse apoio, a orientação é procurar a Secretaria de Educação do município e, se necessário, o Conselho Tutelar ou a Defensoria Pública.




